quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tributo à Vida

Não sei se corro ou ando na vida
Tudo me vem que desejo
Não sei se sou eu o errado ou o tempo das coisas
Canto glória o que na força do amor almejo

A minha luz é cercada de sombras
Ou serei eu mal iluminado pela fonte
Talvez só seja eu um reclamão casmurro
De qualquer forma faço da dor meu escudo

Não sei do que me protejo
Mas bate forte no metal
Talvez agora seja a ajuda que preciso
E que me leve de fato ao final

Sendo bom ou ruim é o fim
Se ruim fico mal de mim
Se bom não quero que termine logo
Peço ao tempo mais tempo ante ao fim

E me pergunto se podem me roubar a felicidade
Se não depende da minha ordem
Ela permanecer aqui até mudar de idade
O que estou a fazer da minha felicidade

É pura distorção do corpo
A alma que não se encaixa
É coração que não tem medo de errar
Luz que só quer brilhar

Não sei pra quê tantas dúvidas e respostas
Se duvidar já é não saber a pergunta
Se o bom de viver é dar perguntas as respostas
Tocar na vida só o que importa.

2 comentários:

Célys Ursulino disse...

Olá Chico! essa sua poesia TRIBUTO À VIDA é sem dúvida fantástica. Eu amei. Principalmente nas partes que diz:
=Não sei se corro ou ando na vida Tudo me vem que desejo.
=Não sei se sou eu o errado ou o tempo das coisas.
=A minha luz é cercada de sombras
=Faço da dor meu escudo
=Peço ao tempo mais tempo ante ao fim
=A Alma que não se encaixa
=Se o bom de viver é dar perguntas as respostas
=Tocar na vida só o que importa.
Eu gostei muito, muito mesmo! vc teve um momento de inspiração muito grande, um verdadeiro sopro criador. PARABÉNS!!!

Chico Arruda disse...

Obrigado Célys, fico feliz que tenha gostado, espero mais comentários seus no blogue

Beijos!!!