O Livro dos Símbolos
domingo, 29 de janeiro de 2012
Exílio
não sou a partida nem a chegada,
meio do caminho que não é caminho
é ponte, travessia, ausência de lugar.
Minha dor vem da dor de não ter
não sou o lugar que ocupo
nem o lugar de onde venho
sou percursor do meu futuro.
Sou presente, esquecido passado e futuro
eterno presente que é sem lugar
sou de todos e nenhum lugar
universal e local.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Lugar
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
BIOLUMINESCÊNCIA
No fundo do mar
Que é minha’lma.
E como ele,
Esta alma é
Profunda, imensa
E por que não dizer,
Às vezes também obscura.
Recolho-me
Curando o que ainda magoa,
Me perdoando de velhas escolhas,
Para quem sabe, assim
Ressurgir mais inteira,
Autentica, plena
E menos ferida.
Imergindo nesse mar,
Que tantos segredos guarda,
Até mesmo de mim;
Busco pelos seres de bioluminescência,
Com sua beleza toda feita de energia e
Geradores de LUZ!
domingo, 15 de janeiro de 2012
INTUIÇÃO
Confia e espera
Na força que nos divulga
Através da intuição,
A certeza e a esperança
De que dias melhores virão.
Não duvides dessa força
Que nos chega espontânea
E nos cobre de luz,
Pelos fluidos que emana.
Age sempre com brandura
E aceita teu irmão
Que respeitar a fé do outro
É ser mais humano e cidadão.
Então, não esqueces e caminha,
Na certeza
De que dias melhores, virão.
domingo, 6 de novembro de 2011
Boa menina
Às vezes eu penso sobre o que as pessoas esperam de mim
O que esperam como comportamento de uma boa garota?
Seria eu uma boa garota? Bem, se ser uma "boa garota" significa calar
meus sentimentos, desejos, dúvidas, questionamentos e tudo o mais que fala mais
alto em mim... Eu não sei se consigo, por que acima de tudo não sei nem se é
isso que eu deva querer.
Talvez fosse mais fácil, ser a tal boa menina, seguindo o roteiro padrão, mas
me pergunto se eu seria mais feliz... Penso que não.
Como é bom sentir cada célula do seu corpo vibrar... É assim que eu me sinto
quando estou VIVA, embora não possamos esquecer: Há sempre os preços a pagar...
(alguns altos demais, estamos dispostos?) Ás vezes a gente também se queima...
Julgamentos me parecem cada vez mais pobres e dispensáveis, pois em geral se
baseiam em uma visão particular sobre algo ou alguém (detentor de toda a
verdade?)
Ao pensar assim estaria eu sendo omissa e/ou permissiva demais? Temo ser cruel
com outro ser humano, pois muitas vezes me feriram mesmo sem saber. Quantas
vezes eu o terei feito também? Provavelmente inúmeras. Afinal, todos já fomos
atingidos de alguma maneira. Penso em Vinicius de Moraes que em uma de suas inúmeras canções nos disse: “Quem semeia
vento, diz a razão colhe sempre tempestade.”
Se houvesse uma fonte dos desejos diante de mim agora, faria um
único pedido: Não nos deixemos atingir mutuamente!
bjos de amor!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Destruir
é chegada a hora de andar
a estrada trazida pelo amanhecer
não pode ser negada
caminhar sem medo de partir
sem saber o que há na estrada
até outras madrugadas fatigadas
é a terra que há de engolir
e a noite chegou
sozinho estou no caminho
não espero alvorecer
nem quero
a noite é silêncio-reflexão
vou buscar nela viver
o presente nada mais
o negro céu deixa minha voz voar
rasgar o manto negro
e evolui meu espiríto
mas quando o dia vier
é preciso não ter desperdiçado a noite
abandonar a covardia
encará-lo altivo
e renovar-se na noite seguinte
não quero a razão
quero meu copo vazio
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Ridículo, Bonito
Me sinto flutuar
Em versos romantizados demais
Ridículo demais
Me sinto no ar
Rápido a me levar
O vento não quer cessar
Como a admirar o quadro de arte
Que vejo em cores claras a pular
Não tem explicação
Nem deve ter
Pra ficar a andar no ar.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Andar, parar
meu dedos doem, meu corpo dói
acho que não ando nada bem
minha vida me repete isso
meus olhos doem
meus joelhos não são os mesmos
acho que nada vai bem
o banco me repete isso
meus braços pesam
minha cabeça explode
meu estômago ronca
acho que não estou bem
a vida me repete isso