Ela me disse que não ia ficar
Ela me disse adeus
Quem foi que me disse dela?
Quem me viu ao seu lado?
Ainda há estrada para andar
É preciso saber amar.
Essa saudade já conheço bem
Um amor feito de amizade
Em que p'ra outra parte não faz bem
E porque era ensaio p'ra um
Era encenação pro outro.
E o dia vai acabando
Sem risos e canção
Como na curva cambaleando
Segue quase uma síncope no peito
E a noite vai terminando.
Tudo é tempo, tempo é tudo
E mesmo creio não sofrer tanto assim
E porque é coração, não se acaba
É bater mais forte de novo
Por outro alguém.
E quando acontecer não, não vou saber
E onde acontecerá, não
Não saberei, não sabemos
Um sentimento é jogado no peito
De alguém, p'ra alguém.
Um amor imperfeito
Traz à luz sentimentos tolos
São sonhos, planos perfeitos
Erámos amigos, fomos unidos
Somos só um, agora amigos.
Que me traga o sol nessa tarde,
Seu corpo belo pros meus olhos
Que seja agora uma flor do meu alarde
Minha bela amiga, mais uma noite
Em que não vou beijar seus lábios.
Que as ruas daquele lugar
Falem a outros casais agora, lembrem
Da nossa respiração, separação
As noites desse lugar
Ainda nos procuram ali na multidão.
Que fiquem nossos passos tímidos
Naquelas ruas, marcados na lua
E sigamos pela vida, as esquinas não terminaram
Ainda há um asfalto de gente
Pra mim e você sem esquecer o que sente.
E mesmo assim creio ir bem
Do seu nome ia sair um samba
Mas não sei fazer samba, nem você é bamba
E mesmo assim creio ir bem
A gente sempre gosta de alguém.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
É Carnaval
É carnaval, é carnaval
No país do futebol e futsal
É carnaval, é carnaval
No país do pré-sal
É carnaval, é carnaval
Tiro minha fantasia de animal.
Eu faço o que não quero
Só faço o que quer
Mas é carnaval, é carnaval
Vou me jogar na avenida
Beijar as mulheres
Viver uma outra vida.
No país do futebol e futsal
É carnaval, é carnaval
No país do pré-sal
É carnaval, é carnaval
Tiro minha fantasia de animal.
Eu faço o que não quero
Só faço o que quer
Mas é carnaval, é carnaval
Vou me jogar na avenida
Beijar as mulheres
Viver uma outra vida.
Opiniões
Quando tudo me vem ao contrário
É uma saída que está mais a frente
Quando tudo é dor
É a dor sentida que me fará mais forte adiante
Quando tudo não vem
É que algo de bom vem
Quando tudo é chuva
É que o sol anda muito quente pra mim
Não vou me deixar
Que me julguem errado
Mas não vou
Me perder por
Opiniões de terceiros
E aceitarei o que virá
Sendo o que preciso ser
Nem vou me machucar.
É uma saída que está mais a frente
Quando tudo é dor
É a dor sentida que me fará mais forte adiante
Quando tudo não vem
É que algo de bom vem
Quando tudo é chuva
É que o sol anda muito quente pra mim
Não vou me deixar
Que me julguem errado
Mas não vou
Me perder por
Opiniões de terceiros
E aceitarei o que virá
Sendo o que preciso ser
Nem vou me machucar.
Desejo
Fácil ver um caso acabar
Quando não envolvido estar
Eu vejo tudo indo pelo ralo
Eu vejo você ficando em paz
Eu me vejo perdendo meu espaço
Quem me ver não diz
Que possa ter terminado
"E hoje em dia como é
que se diz eu te amo?"
Quero atravessar este tempo
de desprezo, me enfrentar no
Escuro dos meus desejos
Quando não envolvido estar
Eu vejo tudo indo pelo ralo
Eu vejo você ficando em paz
Eu me vejo perdendo meu espaço
Quem me ver não diz
Que possa ter terminado
"E hoje em dia como é
que se diz eu te amo?"
Quero atravessar este tempo
de desprezo, me enfrentar no
Escuro dos meus desejos
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Assim Eu Vou
Eu andei fora uns meses
Andei por caminhos verticais
Pulei nas estradas horizontais
Eu andei fora uns dias.
Passei por frio e ruas estreitas
Bebi as piores bebidas quentes
Me esquentei no sol ardente
Eu andei fora uns dias.
Corri ao lado do sol
Andei vivendo o mesmo dia
Antes que esse dia se torne outro dia
Agora que estou aqui
Não tenho planos
Segue meus anos
E vou deixar a vida ser o que ela for
Lutando pra ser, assim eu vou.
Andei por caminhos verticais
Pulei nas estradas horizontais
Eu andei fora uns dias.
Passei por frio e ruas estreitas
Bebi as piores bebidas quentes
Me esquentei no sol ardente
Eu andei fora uns dias.
Corri ao lado do sol
Andei vivendo o mesmo dia
Antes que esse dia se torne outro dia
Agora que estou aqui
Não tenho planos
Segue meus anos
E vou deixar a vida ser o que ela for
Lutando pra ser, assim eu vou.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Momento
Pode ser alguém, só não pode ser ninguém
Mas não me deixe aqui sem amor
Faríamos uma casa do vazio
Faríamos da tristeza um show
Faríamos....mas não fizemos.
Mas não me deixe aqui sem amor
Faríamos uma casa do vazio
Faríamos da tristeza um show
Faríamos....mas não fizemos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Passos
Vou parando de escrever
Pois nem Academia me quer
Vou tentar de novo, uma nova poesia fazer
E se não der Milton, vou sofrer
Tudo por aqui tem gosto de azia
Nas ruas viciados com suas manias
Nas manhãs o sol de soberania
Que não me enche a barriga vazia.
Já parei de escrever Academia
Já parei de gritar a sua epidemia
Nem me ouviram, simpatia
Vou parando, pra você amor de tia.
Hoje me bateu o viver
Foi na derrota ao amanhecer
Muito tinha pra dizer
Mas pouco ficou na estrada
Há muito que viver
E deste sonhos quebrados e levados
Hoje me faço, a cada dia me faço
Pra não cair com minhas derrotas
Vou seguindo o passo, passo, aço.
Pois nem Academia me quer
Vou tentar de novo, uma nova poesia fazer
E se não der Milton, vou sofrer
Tudo por aqui tem gosto de azia
Nas ruas viciados com suas manias
Nas manhãs o sol de soberania
Que não me enche a barriga vazia.
Já parei de escrever Academia
Já parei de gritar a sua epidemia
Nem me ouviram, simpatia
Vou parando, pra você amor de tia.
Hoje me bateu o viver
Foi na derrota ao amanhecer
Muito tinha pra dizer
Mas pouco ficou na estrada
Há muito que viver
E deste sonhos quebrados e levados
Hoje me faço, a cada dia me faço
Pra não cair com minhas derrotas
Vou seguindo o passo, passo, aço.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
la vida
Pagar conta, fazer conta, fazer filho, ter família
Ter casa, esposa, cachorro e umas flores pra cuidar
Não ter dinheiro, cama, mulher e nem carro
Escrever, estudar, não ter onde morar.
A parte que me cabe nunca foi minha
Mas venho pra justificar e gritar pelo o que é meu
A parte que não me cabe parece ser cotidiano
Não adianta escrever, gritar ou chorar, esse mundo já morreu.
Ter casa, esposa, cachorro e umas flores pra cuidar
Não ter dinheiro, cama, mulher e nem carro
Escrever, estudar, não ter onde morar.
A parte que me cabe nunca foi minha
Mas venho pra justificar e gritar pelo o que é meu
A parte que não me cabe parece ser cotidiano
Não adianta escrever, gritar ou chorar, esse mundo já morreu.
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